É completamente natural ficar perdido com a sopa de letrinhas que existe no mundo de finanças… também passei por isso quando estava começando. Ter um dicionário financeiro vai te ajudar a entender mais sobre economia, investimentos e finanças no seu dia a dia.
Enquanto muitos pulam etapas e tentam seguir “fórmulas mágicas” para enriquecer, outros decidem realmente entender sobre esse universo. E já te adianto: não precisa ser nenhum mestre em economia ou matemática. Basta entender os conceitos básicos para se tornar um grande investidor.
Aqui, você terá acesso às principais siglas e termos financeiros. Confira a seguir o dicionário financeiro com 15 termos essenciais para todo investidor.
1 – TAXA SELIC
Taxa básica de juros da economia, popularmente conhecida como “taxa mãe”. Ela é a guia de todas as taxas das instituições financeiras, em relação a empréstimos, financiamentos e tudo que envolve esse universo.
Quando a SELIC sobe ou está em alta, os juros dos empréstimos acompanham essa tendência. E é exatamente isso que está acontecendo esse ano. Em 2021, a SELIC iniciou o ano em 2% e, no final de 2022, encerrou em 13,75%. Consequentemente, o financiamento imobiliário, por exemplo, também aumentou as taxas praticadas neste mesmo período.
Do outro lado, quem empresta dinheiro (ou seja, investe) também ganha mais dinheiro.
→ VEJA TAMBÉM: Entenda mais sobre investimentos nessa série de vídeos.
2 – ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLIADO – IPCA
Esse é um dos principais termos financeiros deste dicionário.
IPCA é o índice calculado pelo IBGE com o principal objetivo de acompanhar a inflação no mercado brasileiro, medindo a variação do preço dos itens na cesta básica brasileira ao longo do último mês e no ano.
É o índice de inflação oficial do país, visto que é utilizado pelo BACEN no regime de metas para o ano e na taxa de juros do país. Para acompanhar o histórico, você pode consultar este site do IBGE.
3 – CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO – CDI
O CDI é muito similar a SELIC, já que tem valores super parecidos. Para pessoas físicas, o CDI é a principal referência quando se fala de investimentos, sendo considerado a meta mínima para investir.
Para os bancos, o CDI é um investimento muito utilizado para a aplicação de seus recursos excedentes ou para captar dinheiro de outros bancos com o intuito de melhorar sua posição de liquidez. A taxa média diária do CDI é utilizada como um referencial para o custo do dinheiro e avalia o ROI das aplicações em fundos.
4 – LIQUIDEZ
É a velocidade em que conseguimos acessar um valor em dinheiro.
Por exemplo, a poupança tem liquidez diária, sendo possível acessar e resgatar o seu valor quando você quiser. Para um CDB de três anos, a liquidez é de três anos.
Para a venda de um imóvel, falamos que a liquidez é baixa pois pode demorar muito até a venda realmente acontecer.
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5 – INDEXADOR ou BENCHMARK
O indexador (ou benchmark) é o termo utilizado para se referir aos índices usados como base para corrigir os valores monetários de um determinado ativo. É através das taxas do indexador que você recebe os juros de um investimento.
Em termos mais simples, é a referência dos investimentos. Quando falamos que um investimento supera a inflação do país, por exemplo, o indexador é o IPCA. Falamos sobre isso nesse artigo aqui. <link do artigo sobre benchmark>
6 – RENTABILIDADE RELATIVA
A Rentabilidade Relativa, é um índice de referência a ser comparado. Este índice de referência também é chamado de Benchmark. A rentabilidade estará sempre te falando o quanto vai te pagar através de um índice.
7 – RENTABILIDADE ABSOLUTA
É o valor real que você pode receber, sendo o percentual de ganho de um investimento sobre o valor que foi investido inicialmente. Por exemplo: 12% ao ano.
8 – PÓS-FIXADO
Os investimentos pós-fixados são aqueles em que não é possível saber exatamente o rendimento da aplicação no momento da aquisição do título. Esse tipo de investimento utilizam o indexador para te pagar a rentabilidade de um investimento. Por exemplo: o tesouro SELIC é um investimento pós-fixado que acompanha a variação da taxa ao longo do tempo. E como vimos anteriormente, a SELIC pode subir ou diminuir ao longo dos anos.
9 – PRÉ-FIXADO
São investimentos que têm sua taxa de rentabilidade indicada em um momento da compra e o quanto você receberá em determinado período. Por exemplo: o tesouro pré-fixado 2025 vai te pagar 10% ao ano. Nesse caso, não importa os outros indexadores… A rentabilidade sempre será fixa em 10% ao ano.
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10 – CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
É o conjunto de todas as suas aplicações de investimentos que você tem, onde reúne todos os seus ativos. Então é o conjunto dos seus investimentos em renda fixa e renda variável.
11 – RENDA FIXA
Renda fixa é quando você empresta o seu dinheiro para uma instituição financeira e ela vai utilizar o seu dinheiro para fazer empréstimos, gerando juros que serão pagos a você.
Por mais que o nome seja “renda fixa”, a rentabilidade não é fixa. Nessa modalidade de investimentos, temos sempre uma referência ou um indexador. Porém, podem ser pós-fixados ou pré-fixados.
12 – SPREAD
É a diferença dos juros recebidos por uma instituição financeira e os juros pagos a você, sendo uma forma de remunerar o aplicador de recursos. Por exemplo: se você ganha 6% na poupança e com esse recurso, o banco empresta a 20% para outra pessoa, a diferença é o lucro dele nesta operação.
13 – RENDA VARIÁVEL
São investimentos mais arriscados e que dependem da Bolsa de Valores. Esses investimentos não garantem um ganho fixo e nem a devolução do total que foi aplicado. Com esse investimento, você não tem noção do quanto pode ganhar ou do quanto pode perder.
14 – FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC
O Fundo Garantidor de Crédito é um seguro que protege o patrimônio de clientes que investem em até R$250 mil caso o banco ou instituição financeira quebre e de 1 milhão de reais por CPF. É a segurança do valor na sua conta corrente, poupança, CDBs, LCIs,e LCAs.
15 – Taxa referencial – TR
É uma taxa de juros de referência muito utilizada em empréstimos ou operações de investimentos (como a poupança). É calculada pelo Banco Central do Brasil e está zerada desde setembro de 2017. Por isso, não tem sido muito falada.
Os termos e siglas desse dicionário financeiro são os conceitos básicos para todo mundo que quer começar a investir. Se entender tudo isso, é imposível se sentir seguro de verdade para movimentar seu dinheiro.
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