Beneficiários lamentam redução no valor do auxílio emergencial. A Jovem Pan conversa com Veridiana Lopes, especialista em planejamento financeiro.
Kelly Cristina é decoradora de eventos. Ela está ao lado de milhões de brasileiros que não podem trabalhar na pandemia. “Eu tive que me reinventar porque tinha dívidas altas da empresa. Eu trabalho com festas e tive que fazer um parcelamento total do que tenho que pagar para entrar nesses R$ 600. Agora que vai entrar R$ 250 não consigo pensar o que fazer com esse valor”, conta. Mãe de dois filhos pequenos, ela bancava 50% das despesas da família e comemora sua residência própria, porque nem imagina como pagaria o aluguel sem a renda. “Com esse dinheiro a gente vai ter que escolher o que fazer. Vai ter que pegar esses R$ 250 e comprar alimentos, deixar as dívidas, deixar o nome ficar sujo, não conseguir pagar contas. Ou você come ou você paga uma água, luz.”
Nos grandes centros urbanos, a especialista em planejamento financeiro, Veridiana Lopes, avalia que as famílias que receberem R$ 150 poderão comprar cerca de um quarto da cesta básica. “Agora a prioridade é realmente a sobrevivência. A gente sabe que o auxílio emergencial diminuiu bastante, então as famílias precisam priorizar as contas essenciais de consumo básico, de sobrevivência mesmo”, explica.


